Home Data de criação : 08/03/25 Última atualização : 09/07/02 21:02 / 360 Artigos publicados
 

Sonhos em Poemas

        

  

Estou preparando

 o meu primeiro  livro

de poemas.

Promessa essa que fiz

ao meu Avô,

que tantas estórias

me contou e a  minha infância

transformou num  belo

Conto de Fadas.

Obrigada à Você, meu Avô!!!

 

   

Espero  que me  deixes

o seu  comentário

 ou se  achares melhor,

deixe-me   uma estrelinha,

pois com certeza,

 " Você é a Estrela Maior!!! "

  Beijos carinhosos.

Volte Sempre!!!

Contatos:

deborabenvenuti54@hotmail.com

 

  

   


  

 

Lembranças

 

da minha Infância

 

 

Ainda me lembro

as eternas brincadeiras

de criança

as belas tarde fagueiras,

as noites de lua cheia,

quando corríamos atrás

 dos vagalumes,

para iluminar a lâmpada

pendurada na figueira,

onde brincava de casinha

quando era ainda

tão pequena.

A brasa do cigarro que

pensei ser um vagaliume

e que me dissestes para pegar

naquela noite escura

em que pouca luz tínhamos

na nossa rua...

Os brinquedos que fazias,

recortando lata vazia,

soldando e pintando

 colando figuras dágua,

para imitar as que existia.

O carrinho com motor

que fizestes com tanto amor

e que tinha até acelerador.

As estórias que ouvíamos

de nosso avô e que eu dizia:

"Quando crescer,

vou escrever para

nunca mais esquecer."

Da bruxa do disco - voador,

que correu atrás de você,

e te fez passar pela porta

de vidro e depois disso,

nunca mais aparecer...

Quanto medo eu tinha

do lobisomem que imaginava

estar sempre a me esperar,

quando eu ia na casa

da minha avó

buscar o mata-mosquito

que minha mãe

sempre esquecia de comprar

e que eu temia

sempre ter que buscar.

Andar à cavalo na fazenda

do outro avô,

ver as ovelhas no pasto

de manhã,

o leite quentinho

na mangueira,

pular a cerca da porteira,

e dar milho às galinhas

que ciscavam pelo pátio

e tantos outros

momentos mágicos

guardados na lembrança,

belas cenas da infância,

que ainda guardo

com carinho.

Depois o silêncio,

o relógio parado no quarto,

marcando a hora da partida,

tão criança ainda.

O frio que senti nessa hora,

o som das batidas na porta,

avisando a despedida,

o adeus e depois a saudade

que sinto ainda agora

e a tristeza que me devora

porque sei que nunca mais

iremos brincar como outrora,

suaves tarde outonais

que não voltarão jamais

e daí onde estás, meu irmão,

sei que ainda ouvirás

o som dos nossos risos

que se perderam

quando partistes

para nunca mais voltar...

 

Débora Benvenuti

 

Homenagem ao meu irmão Naor

 

 

 

 


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