
Estou preparando
o meu primeiro livro
de poemas.
Promessa essa que fiz
ao meu Avô,
que tantas estórias
me contou e a minha infância
transformou num belo
Conto de Fadas.
Obrigada à Você, meu Avô!!!
Espero que me deixes
o seu comentário
ou se achares melhor,
deixe-me uma estrelinha,
pois com certeza,
" Você é a Estrela Maior!!! "
Beijos carinhosos.
Volte Sempre!!!
Contatos:
deborabenvenuti54@hotmail.com

Lembranças
da minha Infância

Ainda me lembro
as eternas brincadeiras
de criança
as belas tarde fagueiras,
as noites de lua cheia,
quando corríamos atrás
dos vagalumes,
para iluminar a lâmpada
pendurada na figueira,
onde brincava de casinha
quando era ainda
tão pequena.
A brasa do cigarro que
pensei ser um vagaliume
e que me dissestes para pegar
naquela noite escura
em que pouca luz tínhamos
na nossa rua...
Os brinquedos que fazias,
recortando lata vazia,
soldando e pintando
colando figuras dágua,
para imitar as que existia.
O carrinho com motor
que fizestes com tanto amor
e que tinha até acelerador.
As estórias que ouvíamos
de nosso avô e que eu dizia:
"Quando crescer,
vou escrever para
nunca mais esquecer."
Da bruxa do disco - voador,
que correu atrás de você,
e te fez passar pela porta
de vidro e depois disso,
nunca mais aparecer...
Quanto medo eu tinha
do lobisomem que imaginava
estar sempre a me esperar,
quando eu ia na casa
da minha avó
buscar o mata-mosquito
que minha mãe
sempre esquecia de comprar
e que eu temia
sempre ter que buscar.
Andar à cavalo na fazenda
do outro avô,
ver as ovelhas no pasto
de manhã,
o leite quentinho
na mangueira,
pular a cerca da porteira,
e dar milho às galinhas
que ciscavam pelo pátio
e tantos outros
momentos mágicos
guardados na lembrança,
belas cenas da infância,
que ainda guardo
com carinho.
Depois o silêncio,
o relógio parado no quarto,
marcando a hora da partida,
tão criança ainda.
O frio que senti nessa hora,
o som das batidas na porta,
avisando a despedida,
o adeus e depois a saudade
que sinto ainda agora
e a tristeza que me devora
porque sei que nunca mais
iremos brincar como outrora,
suaves tarde outonais
que não voltarão jamais
e daí onde estás, meu irmão,
sei que ainda ouvirás
o som dos nossos risos
que se perderam
quando partistes
para nunca mais voltar...
Débora Benvenuti
Homenagem ao meu irmão Naor
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